segunda-feira, dezembro 01, 2008

Quem és tu?



Tenho em mim todos os males do mundo.
Mágoas que me queimam chagas de outrora,
Alastram-se e consomem-me agora;
Deportam-me. Tornam-me imundo.

Oh eterna tormenta que um dia apagaste
Pandora. Porque despertaste tu para mim?
Com o teu sopro frio do Norte tudo debilitaste
E agora corres em minha direcção enfim?

Foste fruto na árvore de Adão
E Nero sobre Roma a arder.
És treva nos olhos de quem não quer ver.
És ódio que abrasa alma e coração.

Sejas tu todas as pestes do mundo
Ou não, existe uma base única
Em todo este cosmo sem luz nem fundo.
Música.

terça-feira, abril 08, 2008

Abril


É dia de chuva.
Gosto particularmente das chuvas de Abril. Chove e não para, por vezes; tão intensamente que as areias desta ilha (daquela ilha), ficam quase que encobertas por água. Estas areias encardidas (que apesar de encardidas tão boas recordações me trazem), encardidas de um tom alvo de carvão, fartam-se de poças. Cães, gatos, pássaros e toda uma quantidade infindável de não sei o quê de bichos abrigam-se nesta selva (naquela selva) de quintais infamados.
E lá está o velho, tão velho como todos os outros, sentado no alpendre. Escuta o tilintar da chuva; o salpicar amontoado e engraçado das gotas de chuva naquelas telhas estafadas. Mas escuta um som diminuto; um som deficiente e quase mudo, que até lhe confunde. Quiçá nem o oiça.
O velho, com a sua boina medonha, de foco no horizonte, pensa em algo incógnito para muitos (talvez mesmo para ele); algo que terá, quase que de certo, a ver com as marés e com o vento. Os seus pés, anacrónicos e sujos, jazem dentro de sapatas feias (quase sem algodão) e ensopadas do pranto dos céus.
Aquele sujeito de ar enfadonho (rústico, mas humilde), de malga de barro na mão, veste uma camisa, ou blusa, ou pijama ou sei lá o quê, mas emporcalhada é vero. Ninguém sabe o que ele segura dentro daquela malga. Nem tão pouco ele, ou até mesmo a sua própria mulher. Pouco lhe importa que aquela mistura amarelada (ou talvez acastanhada) seja sopa de beldroegas, ou papas de maizena, ou crepas moles. A ele não interessa.
Aquele homem gasto, está ali, sentado naquele alpendre, a auscultar uma chuva que mal ouve, a descobrir um sol que mal descobre, a sentir um levante que mal existe, a segurar uma malga que arrefece. Ninguém sabe por que razão o velho está ali sentado. Nem sequer o que faz uma cerveja morna no muro do seu alpendre.
É dia de chuva.

quinta-feira, janeiro 24, 2008

Desalinhado



Encontro-me desencontrado do que sou
E do que fui e do que ambiciono ser.
Não sei como nem tão pouco onde vou,
Nem sequer perto nem longe de algo ter.

Nem sinto nem minto nem aparento
Nada daquilo que penso que existo.
Sou ou vivo o que julguei ter sido,
Ou que acredito que possa ter tido.

Não sei o porquê da causa da incerteza,
Nem tão pouco o que me dói ou não.
Sei apenas que não sinto ou sinto certeza
De coisas que me afundam e não sei o que são.

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Existo



Sinto. Finjo. Minto.
Arrisco. Escrevo. Risco.
Volto a sentir. Sinto?
Será que estou a fingir? Arrisco.
Vou voltar a fingir.

Escrevo e reescrevo o que sinto,
Apago e volto a escrever.
Está escuro. Estou gélido e faminto
De sentir. De algo que me faça viver
Num mundo sem fundo. No meu utopismo.





Poema elaborado dentro da temática de F.A. Pessoa para teste escrito.
Publicado a pedido da minha professora de L.C.P. Cristina Cantinho ;)

sábado, dezembro 15, 2007

O Argumento


Era uma vez seis alunos que frequentavam o último ano de um curso de COZINHA, de uma certa Escola de Hotelaria. Os alunos, muito interessados no seu curso, souberam de um congresso de COZINHA que iria realizar-se em Portugal, com a presença de figuras célebres e importantes do mundo da COZINHA, não só de Portugal, mas também do estrangeiro.
Estes jovens, ansiosos por participar do congresso, depararam-se então com um problema. O evento realizar-se-ia em período de aulas. Mas tendo em conta que o congresso era o mais importante (único) evento de COZINHA do país e eles frequentavam o curso de COZINHA, pensaram que poderiam justificar as faltas sem problema algum.
Decidiram então falar com o Sr. Director da escola, a respeito do evento e da possibilidade de justificar as faltas. E assim foi. Depois de explicada a situação, o Sr. Director disse-lhes algo que mudaria completamente o rumo das suas vidas. Respondendo de forma culta e usufruindo de um poder argumental muito bem estruturado, o Sr. Director utiliza aquele que entraria para os anais da História como o argumento mais complexo e perfeito de todos os tempos; aquele que viria a ser classificado pela revista Times como o argumento mais influente dos últimos 50.000 anos; o argumento que segundo consta nas obras literárias diz “Imaginem lá agora, que todos os alunos de COZINHA, decidiam ir ao Congresso Nacional de COZINHA.”
Naquele dia fez-se História. Os jovens depararam-se com um argumento de um poder que ultrapassava o sobrenatural; um argumento que fraccionava mentes e elevava espíritos; um argumento imbatível sem qualquer contra-resposta à altura.
Os alunos do curso de COZINHA, não mais puseram em questão o facto de receberem faltas por participar do único evento de COZINHA realizado no país.
“Imaginem lá agora…” – O argumento que nunca se deve usar em vão… Perigoso… e perfeito.

sábado, dezembro 08, 2007

Insónia



Só. Sozinho. Sinto-me só.
Calo-me. Escuto. Oiço.
Não. Não oiço. Silêncio.
Um arrastar arrastado
E longo e demorado. Mete dó.
Sinto qualquer coisa. Coço.
Nada. Só o que vivencio
Calado. É tudo o que recordo.


Está escuro e preto. Estou apagado.
Não vejo. Ainda estou acordado.
Só. É como estou. É como sou.
Sou? Talvez seja. Mas estou
Acordado e enjoado e enfadado
De ser eu. Não quero estar
Tão esperto e desperto. Azar,
É mesmo assim que sou.

terça-feira, junho 05, 2007

Quando o teu mundo desabar


Quando o teu mundo desabar
Destruído, sem deixar rastos
É a altura certa para acreditar
Sem nunca cruzar os braços

Criam-se ilusões
Apagam-se momentos
Vivem-se desilusões
Abafam-se os sentimentos

Mas quanto mais eu grito
Maior é a vontade de gritar
Mas eu não desisto
Ainda hei-de conquistar

A minha vida…

Chega de desculpas
Agora é a altura de agir
Merda para as escusas
O que eu quero é sentir

A minha vida…

Ódio, Veneno, Amor
Sei lá o que me corre nas veias
É Alegria, é Sangue, é Dor
É algo que não devaneias

É no momento em que o teu mundo desabar
Quando destruído; sem traços
Que não podes deixar de acreditar
Que nunca cruzarás os braços

Porque quanto mais eu grito
Maior é a vontade de gritar
Porque eu não desisto
Porque eu ainda hei-de conquistar

A minha vida…

sábado, abril 22, 2006

Life like a hole


A luz ofuscante do Sol que me cega
A Terra e as suas lindas paisagens
Onde a criança pia e o pássaro berra
Outrora feito de Homens, hoje de selvagens

Um imenso mundo todo demarcado
Circulado por um único rabisco
E este enorme mundo animado
Não é senão um mero buraco

Vivo apenas o que vivo
Não o que devo viver
Penso que já vi de tudo
Muito ainda há para ver

Este imenso buraco em que me arrebato
Faço nele tudo o que tenho a fazer
Um buraco de 12.756 quilómetros
Em que um dia hei-de morrer

Vida de injúria ou vida de justeza
Não importa o quanto vai durar
Haja pobreza ou riqueza
É num buraco que tudo vai acabar

terça-feira, fevereiro 28, 2006

Picture of my own


“É aqui que eu nasço, é aqui que eu morro”

terça-feira, janeiro 03, 2006

Jamais


Começada a época fui lançado ao mar. Naufraguei durante meses a fio e perdi a esperança de ser encontrado. Enfrentei horrores e terrores. Debati-me contra a fúria dos mares, mas já cansado de lutar, deixei-me ficar à deriva, ao sabor do vento e da correnteza.
Um dia encalhei numa estranha terra. O ar parecia mais puro. Sentia-me mais lúcido agora. Pensei, que fosse talvez, um bom local onde estacar. Mas nem tarde nem cedo, uma tempestade abateu, não sobre a minha terra, mas sobre mim. O negro tempo insistia em perseguir-me. Mas desta vez ele não levaria a melhor. Não. Desta vez eu retaliei. Claro que me passou pela cabeça desistir… mas não foi isso que fiz. E, foi aí, que vi a primeira aberta de tempo, enquanto estive naufragado. O céu estava claro novamente. Senti-me radicalmente capaz, de encontrar o meu rumo sozinho. E assim o fiz. Lancei-me novamente ao mar, mas desta vez algo me alumiou. E cheguei novamente à tal terra da qual havia partido. Aqui fiquei. Fundeei e abati o meu barco. Naufragar novamente, jamais!
Não sei se é esta a minha terra. Não sei se este sou eu. Não sei se algum dia me irei encontrar. Mas há algo que sei… sou agora parte do que queria ser.

É esta a minha mensagem de novo ano. Eu sei que a vida nem sempre nos sorri, mas nunca desistam de lutar, por mais dura que seja a batalha. E para todos aqueles que amo, lembrem-se que estou aqui para lutar ao vosso lado.
2005 enterrado… Que venha 2006!

sábado, dezembro 24, 2005

Xmas Troll!


É para vos desejar um Bom Natal, que escrevo este pequeno artigo. Um Natal repleto de prendas e tudo mais, como ele deve de ser, e que simbolize na perfeição o verdadeiro espírito natalício – O consumismo.
=D Tava a brincar… lol. Ixt é só 1 pekeno post, sem mta xcrita dakela “amarikada”, apenas pra desejar 1 Feliz Natal, a tds akeles k visitam ao meu blog, e também akeles k não o visitam… E lembrem.se smp k no Natal, existe coisas mais importantes k os presentes… e que pode ser Natal kuand kizermos =)
Beijinhos, abraços e muitos palhaços

quinta-feira, dezembro 01, 2005

Simplesmente


Hoje é mais um dia
Do resto da minha vida
Um dia de alegria
Onde em tempos morria
Muito tempo se passou
Mas nada se esqueceu
Aqui o meu barco encalhou
Tudo o que antes padeceu
Mais forte me sinto
Mais afoito de certo
Com novas cores me tinto
Pois de mim estou mais perto
Por minha culpa também
Ou por bem ou por mal
Fui ontem ninguém
Sou hoje Pál.

segunda-feira, novembro 28, 2005

Era uma vez


Era uma vez um texugo que vivia sozinho. Era um animal muito alegre e inquieto, que tinha vida para dar e vender e alguns até diziam que tinha um parafuso a menos. O texugo era muito popular na floresta e tinha muitos amigos, mas ainda assim sentia-se sozinho. Ele sentia-se mal e perturbado. Sentia necessidade de se esconder. Tornou-se então um animal noctívago. Apenas a escuridão era sua amiga; era nela que se escondia e era nela que vivia. E foi portanto aí que decidiu ficar.
Um dia apareceu uma texuga perto da toca do texugo. Embora lhe chamasse a atenção, o texugo agiu como se nada se passasse; continuou a sua vida nocturna e fechava-se a sete chaves dentro da sua toca. Um dia porém, a texuga bateu-lhe à porta. Rezingão como era, claro que pensou em não abrir, mas alguma coisa lhe fez atender ao pedido. Ao abrir a porta o texugo deparou-se com aquilo que não via há muito tempo…a luz do sol! E como brilhava! O texugo, arrependido do que havia estado a perder, saiu então para a rua, num alarido total, que todos os seus amigos o rodearam, e fizeram uma festa por vê-lo tão contente e com tanta vida novamente!
A partir desse dia o texugo decidiu que nunca mais queria viver no escuro novamente, pois era na luz que se encontravam as maiores belezas da vida. E isso, deve à texuga.

Obrigado texuga :p

domingo, novembro 27, 2005

Rabiscos


É noite. A calmaria sufoca a cidade num mutismo glacial. Encapotadas estão a dúvida e a incerteza, camufladas nas trevas, oscilando nas mentes deportadas. Consome-se sangue, rouba-se almas, evangeliza-se violência, mistifica-se os ludibriados. Formas famélicas e geladas, que cavam um ponto para toscanejar e aquentar. São corpos que cambaleiam e amarguras que se postam; É dor, é pânico, são feridas, são mágoas; É por isso noite agora, noite hoje, noite amanha... é por isso noite sempre. Mas é a noite que me ensina; É a noite que me inspira; É a noite que me faz rabiscar; É a noite que me torna ego. É por isso que é noite. É por isso que em ti caminho... É por isso noite sempre.

sábado, setembro 24, 2005

Ausência


Como se explica a ausência? Quando tudo parece tão perto... mas tãolonge... Quando a vontade não consegue ser maior que a distancia... uma distância que não é delimitada por longitude e latitude mas por saudade e tristeza... é a ausência. O que fazer quando se sente a ausência de alguém muito querido? Alguém muito amado? Quando tudo parece ter sido feito há tanto tempo... quando o ontem não foi o ontem contemporâneo mas o ontem extemporâneo... quando um momento devia ser eterno mas foi momentêneo... quando tudo não alcançou o tudo mas abeirou o ansiado... Talvez a ausência não seja apenas a "ausência"?! Quem nunca sentiu a ausência dos tempos passados? A ausência da falta de preocupações? A ausência da infantilidade? Momentos em que tudo parecia perfeito... mas... como reagir frente à ausência de algo tão próprio que tu não consegues explicar? Algo tão teu que parece impossível de transluzir... a ausência de ti mesmo... como se em tempo já tivesses sido alguém melhor... é a ausência... Talvez muita gente tenha saudades da infância... talvez em tempos tudo já tenha sido perfeito... talvez em tempos tenhamos sido outras pessoas... mas a vida serve para nos ensinar, e só temos de aceitar as lições que nos são dadas de modo a não cometer os mesmos erros… e tornarmo-nos assim num “Eu” melhor e mais forte… construindo uma vida melhor… usando a ausência…

quarta-feira, julho 20, 2005

Mushroom reality


The anger on the streets
One man in the mouth of madness
The war on the Middle East
A world drowned in the sickness

Don't question the unquestionable
Don't fight don't resist
The Earth is regulable
Trust the Nagasaki priest

Treat people like people
Don't play with the "fool"
We're not toys
Don't use us like tools

Let's play "money in the bank"
Let's empty the blank
Let's mislead the reality
And what about the casualty?

Don't fight fire with fire
This is not vengeance
This is the cost of your desire
This is punishment

segunda-feira, junho 27, 2005

Memórias Futuras


27 de Junho de 2095

Bom dia! Hoje estou feliz. Vou ver o Sol pela primeira vez! Parece que os cientistas conseguiram reacender o sol extinto. O meu pai diz que o avô dele ainda viveu na época em que o sol brilhava! Incrível! Mas o importante é que essa era vai voltar! Esperemos... Dizem que se o Sol voltar a brilhar conseguiremos recuperar algumas das formas de vida extintas que não se adaptaram aos nossos sois artificiais. A minha mãe diz que quando era criança tinha um peixinho de aquário verdadeiro! É muito raro encontrar um hoje em dia nas lojas de animais! Gostava de ter um animal de estimação não mecanizado... Quando vejo os álbuns de fotos aqui em casa imagino como seria viver naqueles tempos... As vestes todas diferentes... As pessoas usavam cores tão vivas, roupas tão diferentes umas das outras... Hoje em dia apenas vestimos um fato e as únicas cores que apresenta é preto ou branco... a minha mãe diz que são as cores certas, mas eu acho imensa piada quando vejo os Oldies na rua com os seus trajes coloridos pertencentes ao seu bisavô ou sabe-se lá a quem! É pena que não havia memórias digitais antigamente, assim poderia ver mais detalhadamente as formas de vida... as fotografias já estão muito ultrapassadas... É estranho tocar num álbum de fotos... Mas o que mais aprecio nas fotografias os cenários! Em quase todas as fotografias dos meus antepassados era vulgar vê-los em praias e campos verdes. Agora é tão raro encontrar sítios desses... A única vez que fui a uma praia foi quando tinha 8 anos. O meu pai diz que é muito caro porque só há reservas naturais com praias e florestas na América do Sul. Por falar em florestas... Nunca vi uma... Um amigo meu diz que lá o ar tem um "gosto" diferente. Ouvi dizer que quando o sol voltar a brilhar vai ser obrigatório cada país ter pelo menos uma reserva natural! Era muito bom. Bem, vou desligar porque o meu pai detesta que eu escreva neste computador... Ele diz que os Personal Computers já estão mais que ultrapassados e que este já devia de ter ido para o lixo... Eu prefiro continuar a guarda-lo! Não sei porquê mas acredito que algum dia no futuro os meus bisnetos ainda poderão usa-lo e assim poderão ler as minhas confidencias e sonhar assim com o passado... Tal como eu sonho...

terça-feira, maio 31, 2005

Twinkle, twinkle little star


Bem... Muito tempo se passou desde que escrevi o meu último post... E muita coisa aconteceu... E só para não deixar este mês em branco, vou publicar aqui um pequeno post... Porque o mundo tem de evoluir e não de andar para trás, desisti de remar contra a corrente e meti-me a favor dela... Nestes últimos tempos descobri que tenho mais amigos do que pensava, e que são mesmo eles que nos fazem falta... E estes 3 últimos dias só tenho de lhes agradecer... Porque nem todas as estrelas estão no céu... E nestes últimos 3 dias, as estrelas subiram ao palco, mas as maiores estrelas estiveram lá na 1ª fila a assistir! E prontos, era só isto... Obrigado às Superstars pelos momentos oferecidos, mas um obrigado muito maior às grandes estrelas que me acompanharam e a todos os que me ajudaram nos últimos 2 meses =D e... SLEEP NOW IN THE FIRE!

sexta-feira, abril 08, 2005

Salvem a água


Hoje é um bom dia para escrever. O Sol brilha lá fora, o tempo está agradável; parece que os dias de verão estão a chegar. O Verão é realmente óptimo não é? Aquele calor abrasador, a praia, a água fresca do mar, as mulheres, parece ser o clima perfeito... Mas será tão bom assim? Já repararam que o Inverno já se acabou e choveu à volta de cinco vezes? O Verão é realmente uma boa estação do ano e relaxa a mente de muita gente, mas esta situação não será verdadeiramente preocupante? Não vos chama de modo algum a atenção? A mim preocupa-me... Preocupa-me pensar que muita gente satiriza as guerras da falta de água e fazem troça pensando que só acontece nos filmes... mas eu já vi o mundo mais longe das guerras d’água. Acho que devíamos de começar a pensar em soluções... enquanto que os grandes homens se preocupam em destruir o mundo nós os pequenos devíamos de preocupar-nos em poupá-lo e reciclá-lo. Eu, como qualquer um de vocês, sou um desperdiçador de água. Quantos de nós deixamos a água a correr enquanto lavamos os dentes, enquanto lavamos a loiça, enquanto limpamos qualquer coisa; e quando se fala de tomar banho então... quantos de nós enchemos a banheira para dar um bom banho relaxante? Eu sou um deles... mas estou tentando mudar o hábito de modo a consumir menos água, porque com o rumo que as coisas levam, parece-me cada vez mais perto o dia em que a falta de água vai ser constante... Bem... eu acho que não sou a pessoa ideal para falar disto mesmo, porque eu desperdiço muita água mesmo... mas fica aqui o apelo... tentem poupar este bem precioso...

segunda-feira, abril 04, 2005

RIR!


Hoje sinto-me obtuso. A camelice aferventa-me o sangue e como tal, o cérebro cultiva pensamentos burros. É assim que eu me sinto hoje! Burro como tudo! Aproveitem que eu hoje estou de bom humor! Sinto-me com vontade de gritar ao mundo ?"Eu sou o gajo mais palhaço do mundo!!!"? AH AH AH! Vamos todos rir juntos! Sinto-me mesmo estúpido! Tão estúpido que estou escrevendo um artigo deveras imbecil para publicar no blog! Se chorar não resolve nada mesmo, então vamos rir! Vamos rir da situação! Vamos rir para não chorar! Vamos dizer asneira e zoar da própria face! Vamos olhar para o espelho e regalarmo-nos com tão imensa piada! Hoje sinto-me descomunalmente parvo! Sinto-me como se todos se aproveitassem de mim e eu achasse piada! E talvez seja mesmo isso que aconteça... Mas ignorem! Vamos todos rir!!! Vamos rir de mim!! Porque eu sou engraçado!! Tenho cara de parvo! Por isso gozem da minha cara! AH AH AH! Hoje querem-me chatear mas não conseguem! Porque hoje é a minha vez de rir! E hoje vou-me rir de mim mesmo...

segunda-feira, março 28, 2005

Just one more


Já sem saber o que fazer... Tento perceber mas não percebo... A mente humana é realmente estranha... Tento perceber porque é que os homens guerreiam... mas não percebo... tento perceber a essência de matar... mas não percebo... tento perceber porque é que os homens destroem o sítio onde vivem... mas não percebo... tento perceber porque é que os homens amam... e tento perceber porque é que uns dias está tudo tão claro e noutros tão escuro... Porquê? Tento perceber porque é que a melancolia se torna banal... tento perceber porquê esta nostalgia... tento perceber porque o vazio é tão grande... Porquê? Tento perceber porque é que a vida me molda quando devia ser eu a molda-la... tento perceber porque é que eu sou como sou... tento aceitar-me... tento sorrir... tento não ser eu... Mas porquê? Acho que ainda hei de perceber tudo... Ainda não encontrei o caminho de volta para casa... Mas acho que já há iluminação na estrada... E vou encontrar o caminho... ou o atalho.

segunda-feira, março 21, 2005

Reticências...


"O amor é um parasita: Já me consumiu o coração e vai acabar por me matar..."

segunda-feira, março 14, 2005

É a vida...


Falecido predominantemente dominado
Vivido beija-flor de asas cortadas
Oxigénio mantém-no mutilado
Vida que inala almas roubadas

Para o céu aspira ir
No purgatório pretende ficar
No inferno não que dormir
Passar a vida a murmurar

O despertar da mente
A morte cerebral
O génio demente
O massacre total

Omissão de verdade
Carência de afecto
É a sonoridade
Da falta de intelecto

É por ti amor que eu choro
És tu mundo que me castigas
És o veneno em cada poro
És tu vida que me obrigas

É a amarga brutalidade
Do paraíso das almas penadas
O purgatório da realidade
O inferno das águas paradas...

quarta-feira, março 09, 2005

Mycostatin Suspensão Oral


Hoje parece-me um excelente dia para escrever um artigo sobre escrever artigos em dias excelentes. Para começar devemos procurar uma divinal fonte de inspiração. Como por exemplo observar o Emule a sacar 46 ficheiros, ou olhar durante o máximo de tempo para o candeeiro a 2 palmos do nariz, ou ainda, esta sim é deveras a minha musa inspiradora predilecta, ver um filme intitulado Raimundos_-_Rapante.mpg em que podemos deslumbrar de um individuo de raça negra fazendo sexo anal com uma loira enquanto lhe puxa os cabelos e chama nomes... Esta é uma bela noite para ir à varanda e deslumbrar do belo aroma de “"Mundo prestes a acabar"” que paira no ar... Sim... Hoje é realmente um dia perfeito para o mundo acabar! Até porque hoje é dia da mulher (pormenores)! É ou não é o dia indicado para o mundo acabar? Hoje é o dia que aqueles seres que sangram durante sete dias sem se encontrarem feridos entram em decadência total... E visto que são 23:59 e falta um minuto para acabar este dia maravilhoso vou ali à varanda dizer “"Jbirinait izntit"” e já volto... Já voltei. Não podia perder por nada a oportunidade de sentir este aroma... raros os dias em que podemos senti-lo... Geralmente só nestes dias assim especiais e também quando a TVI inicia outro Reality Show... As pessoas fazem festas imensas... As ruas enchem-se de gente como se estivessem a comemorar o dia mais especial do ano... como se tivessem a comemorar o fim do mundo por exemplo... Olhei para cima e assustei-me... Tinha a televisão na TVI... Prefiro dar audiência ao SMS TV... Bom... Já é 00:02... Ou seja... Já não é dia da mulher... Já não é um excelente dia para escrever artigos... E visto que agora é 00:05 e eu não escrevi o que pensava que ia escrever, que tal mandarem-me para o caralho?

terça-feira, fevereiro 22, 2005

Nostalgia...


Acordo pela manhã com um sol radioso a iluminar-me o quarto e a obstruir a minha visão. Olho para o meu relógio de ponteiros para ver as horas, fico embasbacado a ver o SonGoku com efeitos de vermelho, e volto a olhar para desta ver verificar mesmo as horas. São 9:15 e já é quase hora de começar os Moto Ratos. Salto da cama, calço as pantufas em forma de carro dos bombeiros, vou a correr para a sala, encalho no tanque dos GI Joe que havia deixado ontem no corredor, caio, choro, levanto-me, volto a correr, e salto para cima do cadeirão grande. Peço o pequeno-almoço aos gritos para a minha mãe que ta na cozinha, ela diz "“Hã?"” e eu volto a gritar. Passa um minuto e meio e ainda não tenho pequeno-almoço! Mas que demora pá! Dou mais 4 ou 5 gritos, sempre sem levantar o cu do lugar. Chega o pequeno-almoço mas eis que começa os Moto Ratos... O cérebro para... a fome desaparece... a alacridade, juntamente com a ansiedade invade alma e espírito... o coração palpita forte... o suor goteja... o tempo refunde... e tudo passa para os olhos fixados apenas numa única coisa... Na TV... Depois de muitos minutos de pura adrenalina, olho pró pequeno-almoço e aparentava já ter esfriado... e claro que a culpa era da minha mãe... e ela lá tinha de o aquecer novamente... Avistava-se uma manhã cansativa. Ficar deitado no sofá até ás 11:30 à espera que desse os power rangers... Chegada então a hora, lá estava eu, preparado para mais um episódio em que o bem triunfaria pelo mal só para variar. Depois de mais uma fenomenal vitória, preparo-me para ir para o banho, mas... o BBC Vida Selvagem hoje era sobre tubarões e então o sofá atacou-me pelas costas e fiquei lá sentado até à 13:00. Fui então almoçar...
Acabo de almoçar ás 14.30. Dia de tarde livre. Clima húmido... um dia perfeito para passar a tarde a jogar "“xpita"” ou "ó carolo"... Depois de uma série de vitórias e derrotas, nada como ir até “à du kim”. Passar o resto da tarde no relax, a dizer asneira com o pessoal, a cantar músicas parvas, a observar as “entidades superiores” que desfilavam nas ruas... Enfim... Ficar na terra-do-faz-nenhum até ás 20:00...
Por volta das 20:10 chego a casa. Dar banho quente. Jantar. Ver um bocado das notícias. Ver uma série parva tipo “conversa da treta” e rir-me sozinho com a TV...
São precisamente 21:10... Já anoiteceu... e aqui estou eu... sentado no pc... onde provavelmente vou ficar até ás 2:00 ou 3:00 da manhã... a ouvir Snot... e escrevendo... escrevendo recordações daqueles tempos que deviam de ser eternos... e pensando... "Como tenho saudades de ser criança..."

sexta-feira, fevereiro 18, 2005

Mortificados pelo sistema


Floresce a aurora
Vento corrente
Sociedade Consumista
É o que agente sente

Melancolia banal
Fome, Peste e Guerra
Um mundo canibal
É a nossa Terra

Lutando contra o presente
No passado perduro
“"Vai tudo ser diferente!"”
Mas teremos nós futuro?

Porcos, gatunos, fascistas
Viva a democracia e a corrupção!
Um Portugal ás direitas
Degradados até à putrefacção

Somos nós o futuro duma nação?
Uma juventude alienada?
Isto é uma infecção
Vamos começar do nada...

quarta-feira, fevereiro 16, 2005

A profecia da existência


Percorrendo as linhas deste destino ensanguentado, aqui me encontro. Linhas cada vez mais tortas se avistam, mas debato-me contra o destino que recuso a acreditar que é o meu. Encarando Caeiro e adoptando Einstein, sigo em frente nesta longa estrada chamada vida, enfrentando e enterrando todos os meus obstáculos. Levantei-me uma última e derradeira vez para combater por ti vida e voltar as costas ao destino que me foi traçado. Não são as nossas características que nos tornam o que somos mas sim as nossas opções e eu optei por mudar a linha da vida. Devemos lutar não pelo que devemos ter mas sim pelo que queremos ter, porque a vida é só uma... esta e mais nenhuma...

segunda-feira, fevereiro 07, 2005

Aqui estou só


Aqui estou só
Mais uma vez no escuro
Magoado, deprimido, desprezado
Só e abandonado
É a magoa que me consome o sangue
É o amor que me corrói o coração
Para quê amar sem receber amor?
Para quê amar sem ser amado?
Para quê existir quando não existo?
Para quê ser quem não sou?
É assim que eu me sinto...

A falta que uma luz fazia
Uma luz quente
Uma luz que me iluminasse o caminho
Uma luz que me aquecesse a alma
Que dor meu Deus
Como me odeio
Para que plantar sem colher?
Para quê mudar sem ver mudanças?
Para quê lutar sem poder ganhar?
Para quê dar o que não tenho?
Esta merda nunca mais tem fim...

Aqui estou só...
Só e abandonado...

terça-feira, fevereiro 01, 2005

Dor na alma...


As palavras custam a sair... Este vai ser seriamente o pior texto que eu escrevi na minha vida... Nem me vêm à cabeça palavras... apenas me vem a cabeça imagens... imagens do que em tempos foi bom e agora é o maior dos meus sofrimentos... imagens do que tive... imagens do que tive e do que nunca tive... imagens do que nunca tive e do que nunca vou ter... compaixão... só queria compaixão... tenho compaixão de amigos... é assim tão difícil ter compaixão de alguém mais que isso? Dói-me o coração... Sinto um aperto na alma... um aperto bem fundo... dói-me cada vez que respiro... dói-me o peito... dói-me fazer força para não chorar... Eu não quero chorar... mas é tão forte... é como que se a mágoa de uma vida inteira se abatesse sobre mim agora... perdi tudo... perdi todas as esperanças... o que fiz eu para merecer isto? Além de ser mau... este é possivelmente o texto mais pequeno que tenho publicado... Levaria aqui a noite a escrever... Mas dói muito... Os olhos turvam... Dói cada vez que respiro... Não respirar será a solução?

O oco da mágoa


Eu acordei.
O céu estava azul. Mas não era um azul qualquer. Era um azul prazenteiro... um azul quase que galhofeiro... aquele mesmo azul padrão que o mar da Culatra apresenta quando cruzado pelos últimos raios de sol da tardinha... aquele mesmo azul que emana do céu puro e límpido da alvorada em meados de Novembro... Sim... era esse mesmo azul...
O chão era castanho. Mas não era um castanho qualquer. Era um castanho impetuoso... um castanho cheio de vida... aquele castanho que a areia da praia tem depois de banhada pela vazante... aquele castanho quase que dourado que a areia dos regatos tem quando os pássaros migram... Sim... era esse mesmo castanho...
A vida sorria-me. Parecia que tinha acabado aquele tormento; Parecia que já não fazia frio lá fora; Parecia que os pássaros tinham voltado para o sul; Parecia que as chagas dos joelhos de tanto baquear estavam finalmente curadas; Apetecia-me gritar na euforia e exaltação de todo o meu ser "Eu estou feliz!"
Eu caí.
O céu estava negro. Mas não era um negro qualquer. Era um negro desengraçado... um negro quase que terrífico... aquele mesmo negro que apresenta aquelas noites fleumáticas... aquele mesmo negro que emana da veste de luto quando falece o ente para nós mais predilecto da família... Sim... era esse mesmo negro...
O chão era cinza. Mas não era um cinza qualquer. Era um cinza difundido... um cinza horrivelmente confuso... aquele mesmo cinza que a terra do campo tem depois de ter ardido toda a zona verde da vila... aquele cinza que tem o terreno crestado resguardado de defuntos depois de uma ofensiva bélica... Sim... era esse mesmo cinza...
A vida troçava de mim. Parecia que tudo estava escuro de repente; Parecia que tudo tinha sido engolido num vortex afectuoso; Parecia que não caminhava uma única alma emancipada daquela glacial escuridão que abatia; Parecia que fazia frio lá fora; E... apetecia-me gritar no maior desgosto e mágoa "Eu quero morrer!"
E eu... eu...

domingo, janeiro 30, 2005

Falsidade, Fingimento, Dissimulação, Duplicidade, HIPÓCRISIA!


Bom... Certamente já ouviram aquela famosa pergunta "Qual é o pior sentimento do mundo?" - à qual muita gente responde "É o ódio"; "Qual é o melhor sentimento do mundo?" - "É o amor"; Bem... Em suma de uma maré depressiva de um único sentimento que tem vindo a afectar muita gente do meu "grupo" se assim o querem chamar, eu vou falar agora, daquele que é para mim o pior dos sentimentos... A hipocrisia... Muito raro é o dia ultimamente, em que fulano tal não se dirige a mim dizendo "Aquele gajo anda a falar mal de mim pelas costas"; Ou então o clássico "Aquele gajo é um triste pá! Anda a falar mal dos outros nas costas"; Epah... Será correcto dizer a determinada pessoa que o coisinho anda a falar mal do tal e tal pelas costas? Não se estará a fazer uma e a mesma coisa? Será uma bola de neve de hipocrisia? Não era tão simples dirigir-se ao dito hipócrita e dizer uma frase banal como "És tu que andas a falar mal de mim?"; Pah... É só a minha reles opinião... mas acho que se resolvia muitos mal entendidos se os assuntos fossem tratados directamente com os envolvidos... Falar mal de uma pessoa que não se conhece é um pouco... como hei de dizer... idiota... Mas falar mal de uma pessoa que se conhece e não ter coragem de o dizer na cara... É estúpido... Toda gente já falou mal de alguém pelas costas... Ninguém é perfeito... Eu já falei mal de várias pessoas pelas costas... E algumas até falei sem razão... Mas como costumo aprender com os erros, e acho que o tempo serve para nos amadurecer... Eu chamo-me Pál, e há quem me acuse de ser aquilo que no português mais corrente chama-mos de "um bruto do caralho", mas eu prefiro achar que sou apenas directo quando tenho de ser... contínuo a falar mal pelas costas de sim de quem tenho razão para falar... mas o que eu falo por trás... falo pela frente... É só a minha reles opinião... Quem não concordar tape os olhos... eu escrevo o que me vai na alma... e quem concordar... enjoy...

segunda-feira, janeiro 24, 2005

De olhos bem vendados...


Hoje é dia 24 de Janeiro, e por acaso, mais um dia, não tenho nada para fazer, ou melhor, tinha mas não fui ás aulas... Não consigo pensar que tipo de post escreva... Mas hoje vi mais uma notícia daquelas que para muitas pessoas não faz diferença, mas a mim revoltou-me não pelo conteúdo da notícia mas pelos seus antecedentes... As temperaturas vão baixar consideravelmente ao longo da próxima semana... E vocês agora pensam "E depois?" Mas pensem lá... Será mesmo que ninguém tem culpa de isto acontecer? "Prevê-se que nos próximos 10 anos a Terra entre em contagem decrescente para um grande desastre ecológico." Talvez a notícia assim tenha mais impacto não? E de quem é a culpa? Talvez seja dos gatos que mijam na rua... ou talvez seja dos pássaros que cagam em cima dos nossos carros... não... talvez seja dos Iraquianos... ou dos Afegãos... Ou... claro... o culpado é Deus!!! Ele não existe mesmo!! Mas nunca... nunca... nunca a culpa há de ser nossa... quem joga o lixo pró chão é o vizinho do 4º andar; foi o meu tio que deitou o resto da gasolina ao mar; o meu avô é que não separa o lixo; o meu cunhado é que vendeu a patente do carro a água a uma petrolífera; o meu pai é que quer salvar os coitados dos habitantes do Iraque para ficar com o petróleo deles; o meu filho é que quer construir outro estádio enquanto que o Hospital de Santa Maria encontra-se completamente degradado; o meu primo é que pegou fogo ás arvores... E que tal se fossem para a puta que vos pariu? Vão continuar a fazer-nos crer que se reciclarmos uma lata de coca cola podemos salvar o mundo enquanto que vocês continuam mais preocupados em fazer covinhas na praia à procura de petróleo? Vão continuar a fazer-nos crer que se usar-mos menos água da torneira podemos evitar a falta de água enquanto vocês abatem milhares de hectares de floresta para fazer prédios e móveis? Vão continuar a fazer-nos crer que se beber-mos azeite prevenimos o cancro enquanto que vocês lançam bombas e fazem testes nucleares que ajudam a prevenir as hemorróidas na ponta da orelha? Quando vamos arrecadar responsabilidades? Vamos continuar a por os simples mortais como eu a dar o exemplo enquanto que os Senhores Doutores e engenheiros cospem cuspo radioactivo para os rios? Mandem-me lutar! Eu luto! Mas há guerras que não se pode vencer sozinho...

"Quando a última árvore for cortada;
Quando o último peixe for pescado;
Quando o último rio for poluído;
Aí sim eles verão que dinheiro não se come."

sexta-feira, janeiro 21, 2005

Coincidência?


Algum tempo antes de 1075, o Rei Svein Ulfsson, sobrinho de Canute, o Grande, recebeu um homem chamado Audun, que tinha velejado da Gronelândia até à Dinamarca para lhe oferecer um urso polar. Este episódio é contado numa saga chamada "A História de Audun". Pouco tempo depois, o Rei recebeu uma visita do padre alemão, Adam de Bremen, que recolhia informações para a sua monumental história do Arcebispado de Hamburgo.
Cerca de 929 anos depois, eu crio este blog...
Coincidência? É bem possível que sim.

segunda-feira, janeiro 17, 2005

Além do óbvio ululante que pulula nas mentes humanas


78º Dia
6:28 AM

O cheiro a carne putrefacta era indigerível... Faltam 2 minutos para começar o meu turno, mas há muito que o cheiro nauseabundo me havia acordado... Mais precisamente há 78 dias... Há 78 dias que o mundo não dorme... Porque aqueles filhos da puta fizeram isto? Porquê? Hoje tivemos mais uma baixa... Aqueles sei-lá-o-quê agora vão dar-nos descanso durante uns dias... Em tempos normais seria errado pensar de esta forma... Mas nos dias que correm... antes ele do que eu... 10 anos a menos fariam-lhe merecer mais a vida do que eu... mas hoje... não há nada a merecer... certamente os meus 17 dão-me mais força para resistir do que os 7 dele... e certamente... certamente que eles sentirão fome novamente... Como é que alguém pôde ter uma ideia daquelas? Como???? O cenário é simplesmente horrível... Conseguem imaginar aqueles filmes de terror de zombies? Isto parece piada... e até me ria se não me encontrasse num deles... Um dia Einstein disse "Se a 3ª guerra mundial for nuclear, a 4ª será a pedras e paus"... Quem sou para contradizer um génio... mas dadas as circunstâncias... Deus oiça estas palavras sábias e nos dê uma 4ª guerra... recuso-me a deixar a humanidade morrer na 3ª... Correm boatos que a resistencia americana partiu para a Ásia para mais uma "seek&destroy"... Ainda não perceberam que ganharia-mos mais se nos juntássemos todos... preferem continuar com as suas buscas insanas matando toda gente por algo que devíamos de partilhar... por vezes sinto-me idiota ao pensar que vivo num mundo com tanta água e em que todos guerreamos por causa dela... dessa mesma água... Provavelmente escrevo para nunca ninguém ler...
9:41 AM
... é nestes momentos que penso para que vivo... aqueles selvagens atacaram novamente... em 78 dias de holocausto nunca tinha presenciado duas investidas no mesmo dia... é inacreditável o que a fome faz com as pessoas... em 78 dias de 50 passamos a 7... Bem... Mas tenho uma boa notícia... Recebemos um comunicado dos tais guerreiros Mudjahidin, aqueles famosos assassinos que aquele bom homem que se lembrou de fazer isto tanto odiava... bem... eles pedem para nos juntar-mos a eles para tentar dominar a zona leste da Rússia... parece que alguém restam algumas daquelas malditas bombas... os americanos anseiam tomar posse... é bom escrever para desabafar... dentro de 2 horas e 19 minutos partiremos para a Ásia... é precisamente nessa hora que os canibais, se é isso que os devemos chamar, costumam descansar... fala-se que ainda existe um sítio onde há verde, água e animais... se estás lendo isto... é porque esse sítio existe... não o percas...

domingo, janeiro 16, 2005

God Bless America



"Eu gostaria de ter estudado latim, assim eu poderia me comunicar melhor com o povo da América Latina."

"A grande maioria de nossas importações vem de fora do país."

"Se não tivermos sucesso, corremos o risco de fracassarmos."

"O Holocausto foi um período obsceno na História da nossa nação. Quero dizer, na História deste século. Mas todos vivemos neste século. Eu não vivi nesse século."

"Uma palavra resume provavelmente a responsabilidade de qualquer governante. E essa palavra é 'estar preparado'."

"Eu tenho feito bons julgamentos no passado. Eu tenho feito bons julgamentos no futuro."

"Eu não sou parte do problema. Eu sou Republicano."

"O futuro será melhor amanhã." (!!!!)

"Nós vamos ter o povo americano melhor educado do mundo".

"Eu mantenho todas as declarações erradas que fiz."

"Nós temos um firme compromisso com a NATO. Nós fazemos parte da NATO. Nós temos um firme compromisso com a Europa. Nós fazemos parte da Europa."

"Um número baixo de votantes é uma indicação de que menos pessoas estão a votar."

"Nós estamos preparados para qualquer imprevisto que possa ocorrer ou não."

"Para NASA, o espaço ainda é alta prioridade."

"O povo americano não quer saber de nenhuma declaração errada que George Bush possa fazer ou não."

"Não é a poluição que está prejudicando o meio-ambiente. São as impurezas no ar e na água que fazem isso."

"É tempo para a raça humana entrar no sistema solar."



É bom saber que podemos contar com este homem a governar a maior super-potencia mundial por mais 4 anos...

Orgulho em ser Português!


Isto que aconteceu foi muito simples, caros leitores!
O que aconteceu foi que estava em Belém na inauguração da maior árvore de Natal da Europa, sim repito da Europa, porque nós quando fazemos as coisas é em grande, e virei-me para um turista que lá estava e disse-lhe:
- Lá na tua terra não tens disto pois não? A maior da Europa, a MAIOR!
E o gajo vem com uma conversa do género: Não sei quê, no meu país preferimos gastar dinheiro em outras coisas, por exemplo a evitar que rebentem condutas de água, que levam ao abatimento do solo, e dessa forma prejudiquem milhares de pessoas... mais não sei que mais e o camandro!
E eu, que até sou um gajo que é pá, tenho uma facilidade na exposição de argumentos, não me fiquei e disse-lhe logo:
- A maior da Europa! Toma! Embrulha!
E o gajo começa a falar que não sei quê, lá no país dele quando começa a chover as zonas ribeirinhas não ficam inundadas, e que talvez fosse melhor que, em vez da árvore, o dinheiro fosse canalizado para evitar essas situações.
Comecei a enervar-me e disse-lhe logo:
- Mau, queres ver que nos temos que chatear! Estou aqui a expor argumentos que é pá sim senhor, e vens com essa conversa de não sei quê.
Nem quero começar a falar na feijoada em cima da ponte, nem no desfile de "pais natais", porque senão nem sabias onde te meteres pá.
O gajo começa a falar de uma coisa qualquer, tipo túneis que são construídos e ficam a meio, e não sei que mais, e virei logo costas.
Porque quando vejo estes gajos que não conseguem aceitar a superioridade de um país sobre o outro, e ainda falam, falam, falam, e não dizem nada de jeito, fico chateado, claro que fico chateado!!!

Racismo


Até quando vamos continuar a debater-nos com este problema? Quantas mais guerras racistas ainda irão ser travadas? Seja de negros com brancos, seja de brancos com negros, seja de judeus com muçulmanos, seja de católicos com protestantes, orientais com ocidentais, o racismo está sempre presente... Sim, o racismo não existe só de brancos para negros como muita gente pensa. Quando se fala de racismo é logo associado o ódio Branco/Negro. Nos dias que correm e com o rumo que as coisas levam acho que o racismo entre orientais e ocidentais vai-se tornar um assunto tão caricato como o dos brancos com os negros... Já tivemos uma guerra completamente doentia devido á loucura de um homem, não acham que já chega? Não vamos deixar que isto aconteça novamente... Aquele dia 11 de Setembro também contribuiu muito para o crescimento do racismo ao povo muçulmano... mas vamos culpar milhares de pessoas pela loucura de um homem? Se a realidade for esta... Eu envergonho-me de ser branco...

"I have a dream that my four little children will one day live in a nation where they will not be judged by the color of their skin but by the content of their character."

Porque é que não pode ser tão simples quanto isto?