
Começada a época fui lançado ao mar. Naufraguei durante meses a fio e perdi a esperança de ser encontrado. Enfrentei horrores e terrores. Debati-me contra a fúria dos mares, mas já cansado de lutar, deixei-me ficar à deriva, ao sabor do vento e da correnteza.
Um dia encalhei numa estranha terra. O ar parecia mais puro. Sentia-me mais lúcido agora. Pensei, que fosse talvez, um bom local onde estacar. Mas nem tarde nem cedo, uma tempestade abateu, não sobre a minha terra, mas sobre mim. O negro tempo insistia em perseguir-me. Mas desta vez ele não levaria a melhor. Não. Desta vez eu retaliei. Claro que me passou pela cabeça desistir… mas não foi isso que fiz. E, foi aí, que vi a primeira aberta de tempo, enquanto estive naufragado. O céu estava claro novamente. Senti-me radicalmente capaz, de encontrar o meu rumo sozinho. E assim o fiz. Lancei-me novamente ao mar, mas desta vez algo me alumiou. E cheguei novamente à tal terra da qual havia partido. Aqui fiquei. Fundeei e abati o meu barco. Naufragar novamente, jamais!
Não sei se é esta a minha terra. Não sei se este sou eu. Não sei se algum dia me irei encontrar. Mas há algo que sei… sou agora parte do que queria ser.
É esta a minha mensagem de novo ano. Eu sei que a vida nem sempre nos sorri, mas nunca desistam de lutar, por mais dura que seja a batalha. E para todos aqueles que amo, lembrem-se que estou aqui para lutar ao vosso lado.
2005 enterrado… Que venha 2006!

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