quinta-feira, janeiro 24, 2008

Desalinhado



Encontro-me desencontrado do que sou
E do que fui e do que ambiciono ser.
Não sei como nem tão pouco onde vou,
Nem sequer perto nem longe de algo ter.

Nem sinto nem minto nem aparento
Nada daquilo que penso que existo.
Sou ou vivo o que julguei ter sido,
Ou que acredito que possa ter tido.

Não sei o porquê da causa da incerteza,
Nem tão pouco o que me dói ou não.
Sei apenas que não sinto ou sinto certeza
De coisas que me afundam e não sei o que são.

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Existo



Sinto. Finjo. Minto.
Arrisco. Escrevo. Risco.
Volto a sentir. Sinto?
Será que estou a fingir? Arrisco.
Vou voltar a fingir.

Escrevo e reescrevo o que sinto,
Apago e volto a escrever.
Está escuro. Estou gélido e faminto
De sentir. De algo que me faça viver
Num mundo sem fundo. No meu utopismo.





Poema elaborado dentro da temática de F.A. Pessoa para teste escrito.
Publicado a pedido da minha professora de L.C.P. Cristina Cantinho ;)