terça-feira, junho 05, 2007

Quando o teu mundo desabar


Quando o teu mundo desabar
Destruído, sem deixar rastos
É a altura certa para acreditar
Sem nunca cruzar os braços

Criam-se ilusões
Apagam-se momentos
Vivem-se desilusões
Abafam-se os sentimentos

Mas quanto mais eu grito
Maior é a vontade de gritar
Mas eu não desisto
Ainda hei-de conquistar

A minha vida…

Chega de desculpas
Agora é a altura de agir
Merda para as escusas
O que eu quero é sentir

A minha vida…

Ódio, Veneno, Amor
Sei lá o que me corre nas veias
É Alegria, é Sangue, é Dor
É algo que não devaneias

É no momento em que o teu mundo desabar
Quando destruído; sem traços
Que não podes deixar de acreditar
Que nunca cruzarás os braços

Porque quanto mais eu grito
Maior é a vontade de gritar
Porque eu não desisto
Porque eu ainda hei-de conquistar

A minha vida…

sábado, abril 22, 2006

Life like a hole


A luz ofuscante do Sol que me cega
A Terra e as suas lindas paisagens
Onde a criança pia e o pássaro berra
Outrora feito de Homens, hoje de selvagens

Um imenso mundo todo demarcado
Circulado por um único rabisco
E este enorme mundo animado
Não é senão um mero buraco

Vivo apenas o que vivo
Não o que devo viver
Penso que já vi de tudo
Muito ainda há para ver

Este imenso buraco em que me arrebato
Faço nele tudo o que tenho a fazer
Um buraco de 12.756 quilómetros
Em que um dia hei-de morrer

Vida de injúria ou vida de justeza
Não importa o quanto vai durar
Haja pobreza ou riqueza
É num buraco que tudo vai acabar

terça-feira, fevereiro 28, 2006

Picture of my own


“É aqui que eu nasço, é aqui que eu morro”

terça-feira, janeiro 03, 2006

Jamais


Começada a época fui lançado ao mar. Naufraguei durante meses a fio e perdi a esperança de ser encontrado. Enfrentei horrores e terrores. Debati-me contra a fúria dos mares, mas já cansado de lutar, deixei-me ficar à deriva, ao sabor do vento e da correnteza.
Um dia encalhei numa estranha terra. O ar parecia mais puro. Sentia-me mais lúcido agora. Pensei, que fosse talvez, um bom local onde estacar. Mas nem tarde nem cedo, uma tempestade abateu, não sobre a minha terra, mas sobre mim. O negro tempo insistia em perseguir-me. Mas desta vez ele não levaria a melhor. Não. Desta vez eu retaliei. Claro que me passou pela cabeça desistir… mas não foi isso que fiz. E, foi aí, que vi a primeira aberta de tempo, enquanto estive naufragado. O céu estava claro novamente. Senti-me radicalmente capaz, de encontrar o meu rumo sozinho. E assim o fiz. Lancei-me novamente ao mar, mas desta vez algo me alumiou. E cheguei novamente à tal terra da qual havia partido. Aqui fiquei. Fundeei e abati o meu barco. Naufragar novamente, jamais!
Não sei se é esta a minha terra. Não sei se este sou eu. Não sei se algum dia me irei encontrar. Mas há algo que sei… sou agora parte do que queria ser.

É esta a minha mensagem de novo ano. Eu sei que a vida nem sempre nos sorri, mas nunca desistam de lutar, por mais dura que seja a batalha. E para todos aqueles que amo, lembrem-se que estou aqui para lutar ao vosso lado.
2005 enterrado… Que venha 2006!

sábado, dezembro 24, 2005

Xmas Troll!


É para vos desejar um Bom Natal, que escrevo este pequeno artigo. Um Natal repleto de prendas e tudo mais, como ele deve de ser, e que simbolize na perfeição o verdadeiro espírito natalício – O consumismo.
=D Tava a brincar… lol. Ixt é só 1 pekeno post, sem mta xcrita dakela “amarikada”, apenas pra desejar 1 Feliz Natal, a tds akeles k visitam ao meu blog, e também akeles k não o visitam… E lembrem.se smp k no Natal, existe coisas mais importantes k os presentes… e que pode ser Natal kuand kizermos =)
Beijinhos, abraços e muitos palhaços

quinta-feira, dezembro 01, 2005

Simplesmente


Hoje é mais um dia
Do resto da minha vida
Um dia de alegria
Onde em tempos morria
Muito tempo se passou
Mas nada se esqueceu
Aqui o meu barco encalhou
Tudo o que antes padeceu
Mais forte me sinto
Mais afoito de certo
Com novas cores me tinto
Pois de mim estou mais perto
Por minha culpa também
Ou por bem ou por mal
Fui ontem ninguém
Sou hoje Pál.

segunda-feira, novembro 28, 2005

Era uma vez


Era uma vez um texugo que vivia sozinho. Era um animal muito alegre e inquieto, que tinha vida para dar e vender e alguns até diziam que tinha um parafuso a menos. O texugo era muito popular na floresta e tinha muitos amigos, mas ainda assim sentia-se sozinho. Ele sentia-se mal e perturbado. Sentia necessidade de se esconder. Tornou-se então um animal noctívago. Apenas a escuridão era sua amiga; era nela que se escondia e era nela que vivia. E foi portanto aí que decidiu ficar.
Um dia apareceu uma texuga perto da toca do texugo. Embora lhe chamasse a atenção, o texugo agiu como se nada se passasse; continuou a sua vida nocturna e fechava-se a sete chaves dentro da sua toca. Um dia porém, a texuga bateu-lhe à porta. Rezingão como era, claro que pensou em não abrir, mas alguma coisa lhe fez atender ao pedido. Ao abrir a porta o texugo deparou-se com aquilo que não via há muito tempo…a luz do sol! E como brilhava! O texugo, arrependido do que havia estado a perder, saiu então para a rua, num alarido total, que todos os seus amigos o rodearam, e fizeram uma festa por vê-lo tão contente e com tanta vida novamente!
A partir desse dia o texugo decidiu que nunca mais queria viver no escuro novamente, pois era na luz que se encontravam as maiores belezas da vida. E isso, deve à texuga.

Obrigado texuga :p

domingo, novembro 27, 2005

Rabiscos


É noite. A calmaria sufoca a cidade num mutismo glacial. Encapotadas estão a dúvida e a incerteza, camufladas nas trevas, oscilando nas mentes deportadas. Consome-se sangue, rouba-se almas, evangeliza-se violência, mistifica-se os ludibriados. Formas famélicas e geladas, que cavam um ponto para toscanejar e aquentar. São corpos que cambaleiam e amarguras que se postam; É dor, é pânico, são feridas, são mágoas; É por isso noite agora, noite hoje, noite amanha... é por isso noite sempre. Mas é a noite que me ensina; É a noite que me inspira; É a noite que me faz rabiscar; É a noite que me torna ego. É por isso que é noite. É por isso que em ti caminho... É por isso noite sempre.

sábado, setembro 24, 2005

Ausência


Como se explica a ausência? Quando tudo parece tão perto... mas tãolonge... Quando a vontade não consegue ser maior que a distancia... uma distância que não é delimitada por longitude e latitude mas por saudade e tristeza... é a ausência. O que fazer quando se sente a ausência de alguém muito querido? Alguém muito amado? Quando tudo parece ter sido feito há tanto tempo... quando o ontem não foi o ontem contemporâneo mas o ontem extemporâneo... quando um momento devia ser eterno mas foi momentêneo... quando tudo não alcançou o tudo mas abeirou o ansiado... Talvez a ausência não seja apenas a "ausência"?! Quem nunca sentiu a ausência dos tempos passados? A ausência da falta de preocupações? A ausência da infantilidade? Momentos em que tudo parecia perfeito... mas... como reagir frente à ausência de algo tão próprio que tu não consegues explicar? Algo tão teu que parece impossível de transluzir... a ausência de ti mesmo... como se em tempo já tivesses sido alguém melhor... é a ausência... Talvez muita gente tenha saudades da infância... talvez em tempos tudo já tenha sido perfeito... talvez em tempos tenhamos sido outras pessoas... mas a vida serve para nos ensinar, e só temos de aceitar as lições que nos são dadas de modo a não cometer os mesmos erros… e tornarmo-nos assim num “Eu” melhor e mais forte… construindo uma vida melhor… usando a ausência…

quarta-feira, julho 20, 2005

Mushroom reality


The anger on the streets
One man in the mouth of madness
The war on the Middle East
A world drowned in the sickness

Don't question the unquestionable
Don't fight don't resist
The Earth is regulable
Trust the Nagasaki priest

Treat people like people
Don't play with the "fool"
We're not toys
Don't use us like tools

Let's play "money in the bank"
Let's empty the blank
Let's mislead the reality
And what about the casualty?

Don't fight fire with fire
This is not vengeance
This is the cost of your desire
This is punishment

segunda-feira, junho 27, 2005

Memórias Futuras


27 de Junho de 2095

Bom dia! Hoje estou feliz. Vou ver o Sol pela primeira vez! Parece que os cientistas conseguiram reacender o sol extinto. O meu pai diz que o avô dele ainda viveu na época em que o sol brilhava! Incrível! Mas o importante é que essa era vai voltar! Esperemos... Dizem que se o Sol voltar a brilhar conseguiremos recuperar algumas das formas de vida extintas que não se adaptaram aos nossos sois artificiais. A minha mãe diz que quando era criança tinha um peixinho de aquário verdadeiro! É muito raro encontrar um hoje em dia nas lojas de animais! Gostava de ter um animal de estimação não mecanizado... Quando vejo os álbuns de fotos aqui em casa imagino como seria viver naqueles tempos... As vestes todas diferentes... As pessoas usavam cores tão vivas, roupas tão diferentes umas das outras... Hoje em dia apenas vestimos um fato e as únicas cores que apresenta é preto ou branco... a minha mãe diz que são as cores certas, mas eu acho imensa piada quando vejo os Oldies na rua com os seus trajes coloridos pertencentes ao seu bisavô ou sabe-se lá a quem! É pena que não havia memórias digitais antigamente, assim poderia ver mais detalhadamente as formas de vida... as fotografias já estão muito ultrapassadas... É estranho tocar num álbum de fotos... Mas o que mais aprecio nas fotografias os cenários! Em quase todas as fotografias dos meus antepassados era vulgar vê-los em praias e campos verdes. Agora é tão raro encontrar sítios desses... A única vez que fui a uma praia foi quando tinha 8 anos. O meu pai diz que é muito caro porque só há reservas naturais com praias e florestas na América do Sul. Por falar em florestas... Nunca vi uma... Um amigo meu diz que lá o ar tem um "gosto" diferente. Ouvi dizer que quando o sol voltar a brilhar vai ser obrigatório cada país ter pelo menos uma reserva natural! Era muito bom. Bem, vou desligar porque o meu pai detesta que eu escreva neste computador... Ele diz que os Personal Computers já estão mais que ultrapassados e que este já devia de ter ido para o lixo... Eu prefiro continuar a guarda-lo! Não sei porquê mas acredito que algum dia no futuro os meus bisnetos ainda poderão usa-lo e assim poderão ler as minhas confidencias e sonhar assim com o passado... Tal como eu sonho...

terça-feira, maio 31, 2005

Twinkle, twinkle little star


Bem... Muito tempo se passou desde que escrevi o meu último post... E muita coisa aconteceu... E só para não deixar este mês em branco, vou publicar aqui um pequeno post... Porque o mundo tem de evoluir e não de andar para trás, desisti de remar contra a corrente e meti-me a favor dela... Nestes últimos tempos descobri que tenho mais amigos do que pensava, e que são mesmo eles que nos fazem falta... E estes 3 últimos dias só tenho de lhes agradecer... Porque nem todas as estrelas estão no céu... E nestes últimos 3 dias, as estrelas subiram ao palco, mas as maiores estrelas estiveram lá na 1ª fila a assistir! E prontos, era só isto... Obrigado às Superstars pelos momentos oferecidos, mas um obrigado muito maior às grandes estrelas que me acompanharam e a todos os que me ajudaram nos últimos 2 meses =D e... SLEEP NOW IN THE FIRE!

sexta-feira, abril 08, 2005

Salvem a água


Hoje é um bom dia para escrever. O Sol brilha lá fora, o tempo está agradável; parece que os dias de verão estão a chegar. O Verão é realmente óptimo não é? Aquele calor abrasador, a praia, a água fresca do mar, as mulheres, parece ser o clima perfeito... Mas será tão bom assim? Já repararam que o Inverno já se acabou e choveu à volta de cinco vezes? O Verão é realmente uma boa estação do ano e relaxa a mente de muita gente, mas esta situação não será verdadeiramente preocupante? Não vos chama de modo algum a atenção? A mim preocupa-me... Preocupa-me pensar que muita gente satiriza as guerras da falta de água e fazem troça pensando que só acontece nos filmes... mas eu já vi o mundo mais longe das guerras d’água. Acho que devíamos de começar a pensar em soluções... enquanto que os grandes homens se preocupam em destruir o mundo nós os pequenos devíamos de preocupar-nos em poupá-lo e reciclá-lo. Eu, como qualquer um de vocês, sou um desperdiçador de água. Quantos de nós deixamos a água a correr enquanto lavamos os dentes, enquanto lavamos a loiça, enquanto limpamos qualquer coisa; e quando se fala de tomar banho então... quantos de nós enchemos a banheira para dar um bom banho relaxante? Eu sou um deles... mas estou tentando mudar o hábito de modo a consumir menos água, porque com o rumo que as coisas levam, parece-me cada vez mais perto o dia em que a falta de água vai ser constante... Bem... eu acho que não sou a pessoa ideal para falar disto mesmo, porque eu desperdiço muita água mesmo... mas fica aqui o apelo... tentem poupar este bem precioso...

segunda-feira, abril 04, 2005

RIR!


Hoje sinto-me obtuso. A camelice aferventa-me o sangue e como tal, o cérebro cultiva pensamentos burros. É assim que eu me sinto hoje! Burro como tudo! Aproveitem que eu hoje estou de bom humor! Sinto-me com vontade de gritar ao mundo ?"Eu sou o gajo mais palhaço do mundo!!!"? AH AH AH! Vamos todos rir juntos! Sinto-me mesmo estúpido! Tão estúpido que estou escrevendo um artigo deveras imbecil para publicar no blog! Se chorar não resolve nada mesmo, então vamos rir! Vamos rir da situação! Vamos rir para não chorar! Vamos dizer asneira e zoar da própria face! Vamos olhar para o espelho e regalarmo-nos com tão imensa piada! Hoje sinto-me descomunalmente parvo! Sinto-me como se todos se aproveitassem de mim e eu achasse piada! E talvez seja mesmo isso que aconteça... Mas ignorem! Vamos todos rir!!! Vamos rir de mim!! Porque eu sou engraçado!! Tenho cara de parvo! Por isso gozem da minha cara! AH AH AH! Hoje querem-me chatear mas não conseguem! Porque hoje é a minha vez de rir! E hoje vou-me rir de mim mesmo...

segunda-feira, março 28, 2005

Just one more


Já sem saber o que fazer... Tento perceber mas não percebo... A mente humana é realmente estranha... Tento perceber porque é que os homens guerreiam... mas não percebo... tento perceber a essência de matar... mas não percebo... tento perceber porque é que os homens destroem o sítio onde vivem... mas não percebo... tento perceber porque é que os homens amam... e tento perceber porque é que uns dias está tudo tão claro e noutros tão escuro... Porquê? Tento perceber porque é que a melancolia se torna banal... tento perceber porquê esta nostalgia... tento perceber porque o vazio é tão grande... Porquê? Tento perceber porque é que a vida me molda quando devia ser eu a molda-la... tento perceber porque é que eu sou como sou... tento aceitar-me... tento sorrir... tento não ser eu... Mas porquê? Acho que ainda hei de perceber tudo... Ainda não encontrei o caminho de volta para casa... Mas acho que já há iluminação na estrada... E vou encontrar o caminho... ou o atalho.

segunda-feira, março 21, 2005

Reticências...


"O amor é um parasita: Já me consumiu o coração e vai acabar por me matar..."

segunda-feira, março 14, 2005

É a vida...


Falecido predominantemente dominado
Vivido beija-flor de asas cortadas
Oxigénio mantém-no mutilado
Vida que inala almas roubadas

Para o céu aspira ir
No purgatório pretende ficar
No inferno não que dormir
Passar a vida a murmurar

O despertar da mente
A morte cerebral
O génio demente
O massacre total

Omissão de verdade
Carência de afecto
É a sonoridade
Da falta de intelecto

É por ti amor que eu choro
És tu mundo que me castigas
És o veneno em cada poro
És tu vida que me obrigas

É a amarga brutalidade
Do paraíso das almas penadas
O purgatório da realidade
O inferno das águas paradas...

quarta-feira, março 09, 2005

Mycostatin Suspensão Oral


Hoje parece-me um excelente dia para escrever um artigo sobre escrever artigos em dias excelentes. Para começar devemos procurar uma divinal fonte de inspiração. Como por exemplo observar o Emule a sacar 46 ficheiros, ou olhar durante o máximo de tempo para o candeeiro a 2 palmos do nariz, ou ainda, esta sim é deveras a minha musa inspiradora predilecta, ver um filme intitulado Raimundos_-_Rapante.mpg em que podemos deslumbrar de um individuo de raça negra fazendo sexo anal com uma loira enquanto lhe puxa os cabelos e chama nomes... Esta é uma bela noite para ir à varanda e deslumbrar do belo aroma de “"Mundo prestes a acabar"” que paira no ar... Sim... Hoje é realmente um dia perfeito para o mundo acabar! Até porque hoje é dia da mulher (pormenores)! É ou não é o dia indicado para o mundo acabar? Hoje é o dia que aqueles seres que sangram durante sete dias sem se encontrarem feridos entram em decadência total... E visto que são 23:59 e falta um minuto para acabar este dia maravilhoso vou ali à varanda dizer “"Jbirinait izntit"” e já volto... Já voltei. Não podia perder por nada a oportunidade de sentir este aroma... raros os dias em que podemos senti-lo... Geralmente só nestes dias assim especiais e também quando a TVI inicia outro Reality Show... As pessoas fazem festas imensas... As ruas enchem-se de gente como se estivessem a comemorar o dia mais especial do ano... como se tivessem a comemorar o fim do mundo por exemplo... Olhei para cima e assustei-me... Tinha a televisão na TVI... Prefiro dar audiência ao SMS TV... Bom... Já é 00:02... Ou seja... Já não é dia da mulher... Já não é um excelente dia para escrever artigos... E visto que agora é 00:05 e eu não escrevi o que pensava que ia escrever, que tal mandarem-me para o caralho?

terça-feira, fevereiro 22, 2005

Nostalgia...


Acordo pela manhã com um sol radioso a iluminar-me o quarto e a obstruir a minha visão. Olho para o meu relógio de ponteiros para ver as horas, fico embasbacado a ver o SonGoku com efeitos de vermelho, e volto a olhar para desta ver verificar mesmo as horas. São 9:15 e já é quase hora de começar os Moto Ratos. Salto da cama, calço as pantufas em forma de carro dos bombeiros, vou a correr para a sala, encalho no tanque dos GI Joe que havia deixado ontem no corredor, caio, choro, levanto-me, volto a correr, e salto para cima do cadeirão grande. Peço o pequeno-almoço aos gritos para a minha mãe que ta na cozinha, ela diz "“Hã?"” e eu volto a gritar. Passa um minuto e meio e ainda não tenho pequeno-almoço! Mas que demora pá! Dou mais 4 ou 5 gritos, sempre sem levantar o cu do lugar. Chega o pequeno-almoço mas eis que começa os Moto Ratos... O cérebro para... a fome desaparece... a alacridade, juntamente com a ansiedade invade alma e espírito... o coração palpita forte... o suor goteja... o tempo refunde... e tudo passa para os olhos fixados apenas numa única coisa... Na TV... Depois de muitos minutos de pura adrenalina, olho pró pequeno-almoço e aparentava já ter esfriado... e claro que a culpa era da minha mãe... e ela lá tinha de o aquecer novamente... Avistava-se uma manhã cansativa. Ficar deitado no sofá até ás 11:30 à espera que desse os power rangers... Chegada então a hora, lá estava eu, preparado para mais um episódio em que o bem triunfaria pelo mal só para variar. Depois de mais uma fenomenal vitória, preparo-me para ir para o banho, mas... o BBC Vida Selvagem hoje era sobre tubarões e então o sofá atacou-me pelas costas e fiquei lá sentado até à 13:00. Fui então almoçar...
Acabo de almoçar ás 14.30. Dia de tarde livre. Clima húmido... um dia perfeito para passar a tarde a jogar "“xpita"” ou "ó carolo"... Depois de uma série de vitórias e derrotas, nada como ir até “à du kim”. Passar o resto da tarde no relax, a dizer asneira com o pessoal, a cantar músicas parvas, a observar as “entidades superiores” que desfilavam nas ruas... Enfim... Ficar na terra-do-faz-nenhum até ás 20:00...
Por volta das 20:10 chego a casa. Dar banho quente. Jantar. Ver um bocado das notícias. Ver uma série parva tipo “conversa da treta” e rir-me sozinho com a TV...
São precisamente 21:10... Já anoiteceu... e aqui estou eu... sentado no pc... onde provavelmente vou ficar até ás 2:00 ou 3:00 da manhã... a ouvir Snot... e escrevendo... escrevendo recordações daqueles tempos que deviam de ser eternos... e pensando... "Como tenho saudades de ser criança..."

sexta-feira, fevereiro 18, 2005

Mortificados pelo sistema


Floresce a aurora
Vento corrente
Sociedade Consumista
É o que agente sente

Melancolia banal
Fome, Peste e Guerra
Um mundo canibal
É a nossa Terra

Lutando contra o presente
No passado perduro
“"Vai tudo ser diferente!"”
Mas teremos nós futuro?

Porcos, gatunos, fascistas
Viva a democracia e a corrupção!
Um Portugal ás direitas
Degradados até à putrefacção

Somos nós o futuro duma nação?
Uma juventude alienada?
Isto é uma infecção
Vamos começar do nada...