sábado, dezembro 24, 2005

Xmas Troll!


É para vos desejar um Bom Natal, que escrevo este pequeno artigo. Um Natal repleto de prendas e tudo mais, como ele deve de ser, e que simbolize na perfeição o verdadeiro espírito natalício – O consumismo.
=D Tava a brincar… lol. Ixt é só 1 pekeno post, sem mta xcrita dakela “amarikada”, apenas pra desejar 1 Feliz Natal, a tds akeles k visitam ao meu blog, e também akeles k não o visitam… E lembrem.se smp k no Natal, existe coisas mais importantes k os presentes… e que pode ser Natal kuand kizermos =)
Beijinhos, abraços e muitos palhaços

quinta-feira, dezembro 01, 2005

Simplesmente


Hoje é mais um dia
Do resto da minha vida
Um dia de alegria
Onde em tempos morria
Muito tempo se passou
Mas nada se esqueceu
Aqui o meu barco encalhou
Tudo o que antes padeceu
Mais forte me sinto
Mais afoito de certo
Com novas cores me tinto
Pois de mim estou mais perto
Por minha culpa também
Ou por bem ou por mal
Fui ontem ninguém
Sou hoje Pál.

segunda-feira, novembro 28, 2005

Era uma vez


Era uma vez um texugo que vivia sozinho. Era um animal muito alegre e inquieto, que tinha vida para dar e vender e alguns até diziam que tinha um parafuso a menos. O texugo era muito popular na floresta e tinha muitos amigos, mas ainda assim sentia-se sozinho. Ele sentia-se mal e perturbado. Sentia necessidade de se esconder. Tornou-se então um animal noctívago. Apenas a escuridão era sua amiga; era nela que se escondia e era nela que vivia. E foi portanto aí que decidiu ficar.
Um dia apareceu uma texuga perto da toca do texugo. Embora lhe chamasse a atenção, o texugo agiu como se nada se passasse; continuou a sua vida nocturna e fechava-se a sete chaves dentro da sua toca. Um dia porém, a texuga bateu-lhe à porta. Rezingão como era, claro que pensou em não abrir, mas alguma coisa lhe fez atender ao pedido. Ao abrir a porta o texugo deparou-se com aquilo que não via há muito tempo…a luz do sol! E como brilhava! O texugo, arrependido do que havia estado a perder, saiu então para a rua, num alarido total, que todos os seus amigos o rodearam, e fizeram uma festa por vê-lo tão contente e com tanta vida novamente!
A partir desse dia o texugo decidiu que nunca mais queria viver no escuro novamente, pois era na luz que se encontravam as maiores belezas da vida. E isso, deve à texuga.

Obrigado texuga :p

domingo, novembro 27, 2005

Rabiscos


É noite. A calmaria sufoca a cidade num mutismo glacial. Encapotadas estão a dúvida e a incerteza, camufladas nas trevas, oscilando nas mentes deportadas. Consome-se sangue, rouba-se almas, evangeliza-se violência, mistifica-se os ludibriados. Formas famélicas e geladas, que cavam um ponto para toscanejar e aquentar. São corpos que cambaleiam e amarguras que se postam; É dor, é pânico, são feridas, são mágoas; É por isso noite agora, noite hoje, noite amanha... é por isso noite sempre. Mas é a noite que me ensina; É a noite que me inspira; É a noite que me faz rabiscar; É a noite que me torna ego. É por isso que é noite. É por isso que em ti caminho... É por isso noite sempre.

sábado, setembro 24, 2005

Ausência


Como se explica a ausência? Quando tudo parece tão perto... mas tãolonge... Quando a vontade não consegue ser maior que a distancia... uma distância que não é delimitada por longitude e latitude mas por saudade e tristeza... é a ausência. O que fazer quando se sente a ausência de alguém muito querido? Alguém muito amado? Quando tudo parece ter sido feito há tanto tempo... quando o ontem não foi o ontem contemporâneo mas o ontem extemporâneo... quando um momento devia ser eterno mas foi momentêneo... quando tudo não alcançou o tudo mas abeirou o ansiado... Talvez a ausência não seja apenas a "ausência"?! Quem nunca sentiu a ausência dos tempos passados? A ausência da falta de preocupações? A ausência da infantilidade? Momentos em que tudo parecia perfeito... mas... como reagir frente à ausência de algo tão próprio que tu não consegues explicar? Algo tão teu que parece impossível de transluzir... a ausência de ti mesmo... como se em tempo já tivesses sido alguém melhor... é a ausência... Talvez muita gente tenha saudades da infância... talvez em tempos tudo já tenha sido perfeito... talvez em tempos tenhamos sido outras pessoas... mas a vida serve para nos ensinar, e só temos de aceitar as lições que nos são dadas de modo a não cometer os mesmos erros… e tornarmo-nos assim num “Eu” melhor e mais forte… construindo uma vida melhor… usando a ausência…

quarta-feira, julho 20, 2005

Mushroom reality


The anger on the streets
One man in the mouth of madness
The war on the Middle East
A world drowned in the sickness

Don't question the unquestionable
Don't fight don't resist
The Earth is regulable
Trust the Nagasaki priest

Treat people like people
Don't play with the "fool"
We're not toys
Don't use us like tools

Let's play "money in the bank"
Let's empty the blank
Let's mislead the reality
And what about the casualty?

Don't fight fire with fire
This is not vengeance
This is the cost of your desire
This is punishment

segunda-feira, junho 27, 2005

Memórias Futuras


27 de Junho de 2095

Bom dia! Hoje estou feliz. Vou ver o Sol pela primeira vez! Parece que os cientistas conseguiram reacender o sol extinto. O meu pai diz que o avô dele ainda viveu na época em que o sol brilhava! Incrível! Mas o importante é que essa era vai voltar! Esperemos... Dizem que se o Sol voltar a brilhar conseguiremos recuperar algumas das formas de vida extintas que não se adaptaram aos nossos sois artificiais. A minha mãe diz que quando era criança tinha um peixinho de aquário verdadeiro! É muito raro encontrar um hoje em dia nas lojas de animais! Gostava de ter um animal de estimação não mecanizado... Quando vejo os álbuns de fotos aqui em casa imagino como seria viver naqueles tempos... As vestes todas diferentes... As pessoas usavam cores tão vivas, roupas tão diferentes umas das outras... Hoje em dia apenas vestimos um fato e as únicas cores que apresenta é preto ou branco... a minha mãe diz que são as cores certas, mas eu acho imensa piada quando vejo os Oldies na rua com os seus trajes coloridos pertencentes ao seu bisavô ou sabe-se lá a quem! É pena que não havia memórias digitais antigamente, assim poderia ver mais detalhadamente as formas de vida... as fotografias já estão muito ultrapassadas... É estranho tocar num álbum de fotos... Mas o que mais aprecio nas fotografias os cenários! Em quase todas as fotografias dos meus antepassados era vulgar vê-los em praias e campos verdes. Agora é tão raro encontrar sítios desses... A única vez que fui a uma praia foi quando tinha 8 anos. O meu pai diz que é muito caro porque só há reservas naturais com praias e florestas na América do Sul. Por falar em florestas... Nunca vi uma... Um amigo meu diz que lá o ar tem um "gosto" diferente. Ouvi dizer que quando o sol voltar a brilhar vai ser obrigatório cada país ter pelo menos uma reserva natural! Era muito bom. Bem, vou desligar porque o meu pai detesta que eu escreva neste computador... Ele diz que os Personal Computers já estão mais que ultrapassados e que este já devia de ter ido para o lixo... Eu prefiro continuar a guarda-lo! Não sei porquê mas acredito que algum dia no futuro os meus bisnetos ainda poderão usa-lo e assim poderão ler as minhas confidencias e sonhar assim com o passado... Tal como eu sonho...

terça-feira, maio 31, 2005

Twinkle, twinkle little star


Bem... Muito tempo se passou desde que escrevi o meu último post... E muita coisa aconteceu... E só para não deixar este mês em branco, vou publicar aqui um pequeno post... Porque o mundo tem de evoluir e não de andar para trás, desisti de remar contra a corrente e meti-me a favor dela... Nestes últimos tempos descobri que tenho mais amigos do que pensava, e que são mesmo eles que nos fazem falta... E estes 3 últimos dias só tenho de lhes agradecer... Porque nem todas as estrelas estão no céu... E nestes últimos 3 dias, as estrelas subiram ao palco, mas as maiores estrelas estiveram lá na 1ª fila a assistir! E prontos, era só isto... Obrigado às Superstars pelos momentos oferecidos, mas um obrigado muito maior às grandes estrelas que me acompanharam e a todos os que me ajudaram nos últimos 2 meses =D e... SLEEP NOW IN THE FIRE!

sexta-feira, abril 08, 2005

Salvem a água


Hoje é um bom dia para escrever. O Sol brilha lá fora, o tempo está agradável; parece que os dias de verão estão a chegar. O Verão é realmente óptimo não é? Aquele calor abrasador, a praia, a água fresca do mar, as mulheres, parece ser o clima perfeito... Mas será tão bom assim? Já repararam que o Inverno já se acabou e choveu à volta de cinco vezes? O Verão é realmente uma boa estação do ano e relaxa a mente de muita gente, mas esta situação não será verdadeiramente preocupante? Não vos chama de modo algum a atenção? A mim preocupa-me... Preocupa-me pensar que muita gente satiriza as guerras da falta de água e fazem troça pensando que só acontece nos filmes... mas eu já vi o mundo mais longe das guerras d’água. Acho que devíamos de começar a pensar em soluções... enquanto que os grandes homens se preocupam em destruir o mundo nós os pequenos devíamos de preocupar-nos em poupá-lo e reciclá-lo. Eu, como qualquer um de vocês, sou um desperdiçador de água. Quantos de nós deixamos a água a correr enquanto lavamos os dentes, enquanto lavamos a loiça, enquanto limpamos qualquer coisa; e quando se fala de tomar banho então... quantos de nós enchemos a banheira para dar um bom banho relaxante? Eu sou um deles... mas estou tentando mudar o hábito de modo a consumir menos água, porque com o rumo que as coisas levam, parece-me cada vez mais perto o dia em que a falta de água vai ser constante... Bem... eu acho que não sou a pessoa ideal para falar disto mesmo, porque eu desperdiço muita água mesmo... mas fica aqui o apelo... tentem poupar este bem precioso...

segunda-feira, abril 04, 2005

RIR!


Hoje sinto-me obtuso. A camelice aferventa-me o sangue e como tal, o cérebro cultiva pensamentos burros. É assim que eu me sinto hoje! Burro como tudo! Aproveitem que eu hoje estou de bom humor! Sinto-me com vontade de gritar ao mundo ?"Eu sou o gajo mais palhaço do mundo!!!"? AH AH AH! Vamos todos rir juntos! Sinto-me mesmo estúpido! Tão estúpido que estou escrevendo um artigo deveras imbecil para publicar no blog! Se chorar não resolve nada mesmo, então vamos rir! Vamos rir da situação! Vamos rir para não chorar! Vamos dizer asneira e zoar da própria face! Vamos olhar para o espelho e regalarmo-nos com tão imensa piada! Hoje sinto-me descomunalmente parvo! Sinto-me como se todos se aproveitassem de mim e eu achasse piada! E talvez seja mesmo isso que aconteça... Mas ignorem! Vamos todos rir!!! Vamos rir de mim!! Porque eu sou engraçado!! Tenho cara de parvo! Por isso gozem da minha cara! AH AH AH! Hoje querem-me chatear mas não conseguem! Porque hoje é a minha vez de rir! E hoje vou-me rir de mim mesmo...

segunda-feira, março 28, 2005

Just one more


Já sem saber o que fazer... Tento perceber mas não percebo... A mente humana é realmente estranha... Tento perceber porque é que os homens guerreiam... mas não percebo... tento perceber a essência de matar... mas não percebo... tento perceber porque é que os homens destroem o sítio onde vivem... mas não percebo... tento perceber porque é que os homens amam... e tento perceber porque é que uns dias está tudo tão claro e noutros tão escuro... Porquê? Tento perceber porque é que a melancolia se torna banal... tento perceber porquê esta nostalgia... tento perceber porque o vazio é tão grande... Porquê? Tento perceber porque é que a vida me molda quando devia ser eu a molda-la... tento perceber porque é que eu sou como sou... tento aceitar-me... tento sorrir... tento não ser eu... Mas porquê? Acho que ainda hei de perceber tudo... Ainda não encontrei o caminho de volta para casa... Mas acho que já há iluminação na estrada... E vou encontrar o caminho... ou o atalho.

segunda-feira, março 21, 2005

Reticências...


"O amor é um parasita: Já me consumiu o coração e vai acabar por me matar..."

segunda-feira, março 14, 2005

É a vida...


Falecido predominantemente dominado
Vivido beija-flor de asas cortadas
Oxigénio mantém-no mutilado
Vida que inala almas roubadas

Para o céu aspira ir
No purgatório pretende ficar
No inferno não que dormir
Passar a vida a murmurar

O despertar da mente
A morte cerebral
O génio demente
O massacre total

Omissão de verdade
Carência de afecto
É a sonoridade
Da falta de intelecto

É por ti amor que eu choro
És tu mundo que me castigas
És o veneno em cada poro
És tu vida que me obrigas

É a amarga brutalidade
Do paraíso das almas penadas
O purgatório da realidade
O inferno das águas paradas...

quarta-feira, março 09, 2005

Mycostatin Suspensão Oral


Hoje parece-me um excelente dia para escrever um artigo sobre escrever artigos em dias excelentes. Para começar devemos procurar uma divinal fonte de inspiração. Como por exemplo observar o Emule a sacar 46 ficheiros, ou olhar durante o máximo de tempo para o candeeiro a 2 palmos do nariz, ou ainda, esta sim é deveras a minha musa inspiradora predilecta, ver um filme intitulado Raimundos_-_Rapante.mpg em que podemos deslumbrar de um individuo de raça negra fazendo sexo anal com uma loira enquanto lhe puxa os cabelos e chama nomes... Esta é uma bela noite para ir à varanda e deslumbrar do belo aroma de “"Mundo prestes a acabar"” que paira no ar... Sim... Hoje é realmente um dia perfeito para o mundo acabar! Até porque hoje é dia da mulher (pormenores)! É ou não é o dia indicado para o mundo acabar? Hoje é o dia que aqueles seres que sangram durante sete dias sem se encontrarem feridos entram em decadência total... E visto que são 23:59 e falta um minuto para acabar este dia maravilhoso vou ali à varanda dizer “"Jbirinait izntit"” e já volto... Já voltei. Não podia perder por nada a oportunidade de sentir este aroma... raros os dias em que podemos senti-lo... Geralmente só nestes dias assim especiais e também quando a TVI inicia outro Reality Show... As pessoas fazem festas imensas... As ruas enchem-se de gente como se estivessem a comemorar o dia mais especial do ano... como se tivessem a comemorar o fim do mundo por exemplo... Olhei para cima e assustei-me... Tinha a televisão na TVI... Prefiro dar audiência ao SMS TV... Bom... Já é 00:02... Ou seja... Já não é dia da mulher... Já não é um excelente dia para escrever artigos... E visto que agora é 00:05 e eu não escrevi o que pensava que ia escrever, que tal mandarem-me para o caralho?

terça-feira, fevereiro 22, 2005

Nostalgia...


Acordo pela manhã com um sol radioso a iluminar-me o quarto e a obstruir a minha visão. Olho para o meu relógio de ponteiros para ver as horas, fico embasbacado a ver o SonGoku com efeitos de vermelho, e volto a olhar para desta ver verificar mesmo as horas. São 9:15 e já é quase hora de começar os Moto Ratos. Salto da cama, calço as pantufas em forma de carro dos bombeiros, vou a correr para a sala, encalho no tanque dos GI Joe que havia deixado ontem no corredor, caio, choro, levanto-me, volto a correr, e salto para cima do cadeirão grande. Peço o pequeno-almoço aos gritos para a minha mãe que ta na cozinha, ela diz "“Hã?"” e eu volto a gritar. Passa um minuto e meio e ainda não tenho pequeno-almoço! Mas que demora pá! Dou mais 4 ou 5 gritos, sempre sem levantar o cu do lugar. Chega o pequeno-almoço mas eis que começa os Moto Ratos... O cérebro para... a fome desaparece... a alacridade, juntamente com a ansiedade invade alma e espírito... o coração palpita forte... o suor goteja... o tempo refunde... e tudo passa para os olhos fixados apenas numa única coisa... Na TV... Depois de muitos minutos de pura adrenalina, olho pró pequeno-almoço e aparentava já ter esfriado... e claro que a culpa era da minha mãe... e ela lá tinha de o aquecer novamente... Avistava-se uma manhã cansativa. Ficar deitado no sofá até ás 11:30 à espera que desse os power rangers... Chegada então a hora, lá estava eu, preparado para mais um episódio em que o bem triunfaria pelo mal só para variar. Depois de mais uma fenomenal vitória, preparo-me para ir para o banho, mas... o BBC Vida Selvagem hoje era sobre tubarões e então o sofá atacou-me pelas costas e fiquei lá sentado até à 13:00. Fui então almoçar...
Acabo de almoçar ás 14.30. Dia de tarde livre. Clima húmido... um dia perfeito para passar a tarde a jogar "“xpita"” ou "ó carolo"... Depois de uma série de vitórias e derrotas, nada como ir até “à du kim”. Passar o resto da tarde no relax, a dizer asneira com o pessoal, a cantar músicas parvas, a observar as “entidades superiores” que desfilavam nas ruas... Enfim... Ficar na terra-do-faz-nenhum até ás 20:00...
Por volta das 20:10 chego a casa. Dar banho quente. Jantar. Ver um bocado das notícias. Ver uma série parva tipo “conversa da treta” e rir-me sozinho com a TV...
São precisamente 21:10... Já anoiteceu... e aqui estou eu... sentado no pc... onde provavelmente vou ficar até ás 2:00 ou 3:00 da manhã... a ouvir Snot... e escrevendo... escrevendo recordações daqueles tempos que deviam de ser eternos... e pensando... "Como tenho saudades de ser criança..."

sexta-feira, fevereiro 18, 2005

Mortificados pelo sistema


Floresce a aurora
Vento corrente
Sociedade Consumista
É o que agente sente

Melancolia banal
Fome, Peste e Guerra
Um mundo canibal
É a nossa Terra

Lutando contra o presente
No passado perduro
“"Vai tudo ser diferente!"”
Mas teremos nós futuro?

Porcos, gatunos, fascistas
Viva a democracia e a corrupção!
Um Portugal ás direitas
Degradados até à putrefacção

Somos nós o futuro duma nação?
Uma juventude alienada?
Isto é uma infecção
Vamos começar do nada...

quarta-feira, fevereiro 16, 2005

A profecia da existência


Percorrendo as linhas deste destino ensanguentado, aqui me encontro. Linhas cada vez mais tortas se avistam, mas debato-me contra o destino que recuso a acreditar que é o meu. Encarando Caeiro e adoptando Einstein, sigo em frente nesta longa estrada chamada vida, enfrentando e enterrando todos os meus obstáculos. Levantei-me uma última e derradeira vez para combater por ti vida e voltar as costas ao destino que me foi traçado. Não são as nossas características que nos tornam o que somos mas sim as nossas opções e eu optei por mudar a linha da vida. Devemos lutar não pelo que devemos ter mas sim pelo que queremos ter, porque a vida é só uma... esta e mais nenhuma...

segunda-feira, fevereiro 07, 2005

Aqui estou só


Aqui estou só
Mais uma vez no escuro
Magoado, deprimido, desprezado
Só e abandonado
É a magoa que me consome o sangue
É o amor que me corrói o coração
Para quê amar sem receber amor?
Para quê amar sem ser amado?
Para quê existir quando não existo?
Para quê ser quem não sou?
É assim que eu me sinto...

A falta que uma luz fazia
Uma luz quente
Uma luz que me iluminasse o caminho
Uma luz que me aquecesse a alma
Que dor meu Deus
Como me odeio
Para que plantar sem colher?
Para quê mudar sem ver mudanças?
Para quê lutar sem poder ganhar?
Para quê dar o que não tenho?
Esta merda nunca mais tem fim...

Aqui estou só...
Só e abandonado...

terça-feira, fevereiro 01, 2005

Dor na alma...


As palavras custam a sair... Este vai ser seriamente o pior texto que eu escrevi na minha vida... Nem me vêm à cabeça palavras... apenas me vem a cabeça imagens... imagens do que em tempos foi bom e agora é o maior dos meus sofrimentos... imagens do que tive... imagens do que tive e do que nunca tive... imagens do que nunca tive e do que nunca vou ter... compaixão... só queria compaixão... tenho compaixão de amigos... é assim tão difícil ter compaixão de alguém mais que isso? Dói-me o coração... Sinto um aperto na alma... um aperto bem fundo... dói-me cada vez que respiro... dói-me o peito... dói-me fazer força para não chorar... Eu não quero chorar... mas é tão forte... é como que se a mágoa de uma vida inteira se abatesse sobre mim agora... perdi tudo... perdi todas as esperanças... o que fiz eu para merecer isto? Além de ser mau... este é possivelmente o texto mais pequeno que tenho publicado... Levaria aqui a noite a escrever... Mas dói muito... Os olhos turvam... Dói cada vez que respiro... Não respirar será a solução?

O oco da mágoa


Eu acordei.
O céu estava azul. Mas não era um azul qualquer. Era um azul prazenteiro... um azul quase que galhofeiro... aquele mesmo azul padrão que o mar da Culatra apresenta quando cruzado pelos últimos raios de sol da tardinha... aquele mesmo azul que emana do céu puro e límpido da alvorada em meados de Novembro... Sim... era esse mesmo azul...
O chão era castanho. Mas não era um castanho qualquer. Era um castanho impetuoso... um castanho cheio de vida... aquele castanho que a areia da praia tem depois de banhada pela vazante... aquele castanho quase que dourado que a areia dos regatos tem quando os pássaros migram... Sim... era esse mesmo castanho...
A vida sorria-me. Parecia que tinha acabado aquele tormento; Parecia que já não fazia frio lá fora; Parecia que os pássaros tinham voltado para o sul; Parecia que as chagas dos joelhos de tanto baquear estavam finalmente curadas; Apetecia-me gritar na euforia e exaltação de todo o meu ser "Eu estou feliz!"
Eu caí.
O céu estava negro. Mas não era um negro qualquer. Era um negro desengraçado... um negro quase que terrífico... aquele mesmo negro que apresenta aquelas noites fleumáticas... aquele mesmo negro que emana da veste de luto quando falece o ente para nós mais predilecto da família... Sim... era esse mesmo negro...
O chão era cinza. Mas não era um cinza qualquer. Era um cinza difundido... um cinza horrivelmente confuso... aquele mesmo cinza que a terra do campo tem depois de ter ardido toda a zona verde da vila... aquele cinza que tem o terreno crestado resguardado de defuntos depois de uma ofensiva bélica... Sim... era esse mesmo cinza...
A vida troçava de mim. Parecia que tudo estava escuro de repente; Parecia que tudo tinha sido engolido num vortex afectuoso; Parecia que não caminhava uma única alma emancipada daquela glacial escuridão que abatia; Parecia que fazia frio lá fora; E... apetecia-me gritar no maior desgosto e mágoa "Eu quero morrer!"
E eu... eu...